Captura Híbrida

O exame de captura híbrida é uma técnica de hibridização molecular associada a de anticorpos monoclonais, tecnologia Digene, que permite a detecção de 1 pg/ml de DNA-HPV, equivalente a 0,1 cópia de vírus por célula. Considerando-se positivo quando as relações RLU/PCA para vírus do grupo A (6,11,42,43 e 44) e/ou RLU/PCB para vírus do grupo B (16,18,31,33,35,39,45,51,52,56,58,59 e 68) forem iguais ou maiores que 1 (um).

1. Condições consideradas para solicitação de pesquisa de DNA-HPV por captura híbrida II (CH II):

a) Diagnósticos citológicos equivocos (ASC-US/ASC-H/AGUS).
b) Discordância entre citologia e colposcopia.
c) Citologia positiva para lesão intra-epitelial e biópsia negativa.
d) Diagnóstico, comprovado, de LSIL, quando se tem a possibilidade de conduta expectante. Caso seja identificado DNA-HPV apenas do grupo A, a conduta expectante pode ser adotado por aqueles que a defendem.
e) Controle terapêutico de lesões HPV induzidas (de baixo e alto grau). Neste caso a captura deve ser realizada 3 meses após o tratamento. Caso seja negativa, considera-se a paciente como curada. Caso seja positiva, há grande possibilidade de recidiva da lesão, devendo a paciente ser acompanhada de maneira mais próxima.

2. Condições que não há necessidade de realizar pesquisa de DNA-HPV, por CH II:


a) Diagnóstico comprovado por biópsia, de HSIL (lesão intra-epitelial escamosa de alto grau) e carcinoma. Nestes casos a conduta vai independer do grupo de virus identificado, embora se saiba que quase exclusivamente se associem a grupo de alto risco (grupo B).
b) “Screening” de lesões intra-epiteliais, substituindo a citologia. O custo benefício não permite que a CH II substitua o último procedimento.

Dr. José Eleutério Junior
Dra. Diane Cavalcante

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